Como conservar corretamente os medicamentos durante falhas de energia
Na sequência do conjunto de depressões que tem afetado Portugal nos últimos dias, provocando danos materiais e constrangimentos no fornecimento de energia elétrica em várias regiões do país, torna-se necessário alertar para os riscos que estas falhas representam na correta conservação de alguns medicamentos e que podem ter impacto na sua eficácia terapêutica e na segurança dos doentes.
A quebra da cadeia de frio pode comprometer a viabilidade de diversos fármacos, nomeadamente insulinas, medicamentos biológicos, alguns medicamentos injetáveis, antibióticos líquidos reconstituídos e determinados colírios, que por norma necessitam de temperaturas entre os 2 °C e os 8 °C para salvaguardar as suas características. A exposição a temperaturas fora destes limites pode reduzir ou anular a sua eficácia. Estas alterações podem não ser visíveis no seu aspeto porém aumentam o risco de descompensação de doenças crónicas e de agravamento do estado de saúde.
Perante falhas de energia é recomendado que os medicamentos sejam mantidos em local fresco, seco e protegido da luz, evitando abrir desnecessariamente o frigorífico para preservar o frio acumulado. Sempre que possível devem ser utilizadas caixas térmicas com acumuladores de frio, tendo o cuidado de não congelar os medicamentos.
Em caso de dúvida sobre a estabilidade ou segurança do fármaco após exposição a temperaturas inadequadas, os doentes devem procurar aconselhamento junto do farmacêutico, ou recorrer ao médico em caso de alterações do seu estado de saúde.
Perante um eventual agravamento do estado clínico, deve ser contactado o SNS 24. Em situações de emergência, deve ser acionado de imediato o 112.
Esta informação foi elaborada com base nas recomendações do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e do Centro de Informação do Medicamento da Ordem dos Farmacêuticos.

